O estudo, intitulado "Do responsibly managed logging concessions adequately protect jaguars and other large and medium-sized mammals’, evidencia dois casos de estudo que foram realizados em propriedades florestais certificadas na Guatemala e no Peru.
Para realizar o estudo, a equipa de investigação montou armadilhas fotográficas, medindo assim a eficácia dessas áreas na manutenção de populações saudáveis de mamíferos terrestres, nomeadamente em jaguares (Panthera onca), o terceiro maior felino do mundo, e o maior do continente americano.
As armadilhas fotográficas da Reserva da Biosfera da Guatemala fotografaram 23 jaguares, enquanto as armadilhas das duas propriedades peruanas na região de Madre de Dios registraram 43 indivíduos.
Padrões pontuais, únicos para cada animal, foram estudados para determinar com precisão as "recapturas" do mesmo animal. Cálculos baseados em capturas e recapturas no sítio da Guatemala mostraram uma média de 1,5 de jaguares por 100 quilómetros quadrados. Enquanto no Peru, a densidade média era de 4,5 jaguares por 100 quilômetros quadrados.
Além dos grandes felinos, ambos os locais apresentaram mais de 20 espécies de mamíferos de grande e médio porte (22 na Guatemala e 27 no Peru).
A desflorestação é responsável pela perda de habitat de espécies que prosperam em regiões biodiversas da América Central e do Sul, como o jaguar. Estudos como este, fornecem informação precisa do impacto das operações florestais na fauna silvestre e como a gestão praticada em propriedades certificadas pelo FSC, pode ser efectiva na conservação de espécies, nomeadamente o jaguar, classificada como quase ameaçada, segundo a Lista Vermelha da IUCN.
ASSISTA A ESTE VÍDEO DE UM JAGUAR NUMA PROPRIEDADE CERTIFICADA PELO FSC NO PERU.
