Num contexto regional em que a proteção florestal requer uma visão de longo prazo e soluções partilhadas, o FSC e o Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas (SERNANP) do Peru deram um passo decisivo para fortalecer a gestão responsável das Áreas Naturais Protegidas florestais no país. Este trabalho conjunto faz parte da iniciativa Património Natural do Peru.
Durante o evento “Onde estamos agora? Para onde vamos?”, ambas as organizações assinaram um Memorando de Entendimento que reflete a cocriação entre instituições públicas e normas globais. O evento também contou com a participação de José Tagle, recém-nomeado Diretor Regional Interino do FSC para a América Latina, reforçando a liderança renovada do FSC e o compromisso com a colaboração do setor público na região.
O acordo visa promover os processos de certificação do FSC alinhados com normas internacionais, fortalecer as capacidades técnicas e promover os serviços de ecossistemas em cinco Áreas Naturais Protegidas: Alto Purús, Pacaya Samiria, Manu, Bahuaja Sonene e Yaguas, que juntas representam mais de 8 milhões de hectares de florestas de alto valor de conservação.
Este acordo reafirma o compromisso do FSC em trabalhar em conjunto com os governos para fortalecer a gestão florestal responsável. O Peru fez progressos importantes na governança ambiental, e esta colaboração mostra como parcerias estratégicas podem acelerar a conservação, proporcionando benefícios ambientais e sociais duradouros.
José Tagle, Diretor Regional Interino para a América Latina refere: “O memorando de entendimento foi assinado num momento de impulsão regional sustentado para o FSC. No quarto trimestre de 2025, a gestão florestal certificada pelo FSC na América Latina cresceu mais 400.000 hectares, principalmente na Bolívia, Brasil e México, destacando o papel do FSC como uma ferramenta escalável para governos que procuram alinhar conservação, governança e desenvolvimento sustentável."
No FSC, acreditamos que o futuro das florestas é construído de forma colaborativa, demonstrando que a conservação bem gerida pode apoiar a resiliência climática, o bem-estar das pessoas e o desenvolvimento económico local.
