No encontro, realizado em Janeiro, participaram os grupos de desenvolvimento de referenciais normativos ibéricos do FSC, bem como representantes de diferentes agentes do sector. Ambos os grupos realçaram a importância do processo de adaptação das normas, uma vez que a sua missão consiste em incentivar a adopção mundial da certificação dos produtos de origem florestal.
Juan Picos, professor da Escola de Engenharia Florestal, destacou no evento que, embora as normas tenham que adaptar-se ao tipo de floresta e às condições de cada país, «existem critérios que têm de salvaguardar a essência deste sistema de certificação». O responsável realçou ainda que «tanto os ambientalistas como a indústria desejam o mesmo: uma boa gestão social, ambiental e económica das florestas e dos produtos de origem florestal».
Esta foi uma opinião partilhada pelo responsável pelo FSC Portugal, Carlos Tavares Ferreira, que frisou que estas certificações «valorizam não só trabalho realizado nas florestas, mas também todo o trabalho desenvolvido ao longo da cadeia de transformação dos produtos florestais, oferecendo uma garantia ao consumidor de que os produtos adquiridos são provenientes de florestas geridas de forma responsável».
Carlos Tavares Ferreira alertou ainda para a dificuldade da expansão do sistema de certificação na zona de minifúndio, muito comum na zona da Galiza e no norte e centro de Portugal, pelo que a partilha de experiências nesta matéria constitui um importante passo para adaptação das normas FSC a este tipo de propriedade.
