jornadasA 21 de Março, Dia Internacional das Florestas, realizou-se no Cadaval uma nova edição das Jornadas de Boas Práticas, que contou com a participação de mais de 70 proprietários, empreiteiros e técnicos florestais. Esta sessão, realizada em parceria com a APAS Floresta, abordou uma vez mais a importância da implementação de práticas correctas na preparação de terreno, e o seu impacto no aumento da produtividade dos povoamentos.


Questionado sobre a importância deste tipo de sessões para a sensibilização dos proprietários e empreiteiros florestais, Pedro Santos, dirigente da APAS, referiu que "Estas sessões são de extrema importância, uma vez que permitem um maior conhecimento sobre as técnicas florestais adequadas aos diferentes tipos de solo e objectivos de produção, bem como uma actualização de novas técnicas que permitam minimizar impactos. Permitem igualmente uma troca de ideias e opiniões entre os participantes, fomentando a mudança de mentalidades muitas vezes enraizadas neste sector de actividade. Podermos todos estar no terreno a falar de práticas florestais e testemunhar os impactos é muito mais impactante que apenas uma sessão teórica, pois como se diz: uma imagem vale mais que mil palavras.”

Pedro Santos, referiu ainda que a adopção de práticas florestais menos adequadas são essencialmente uma questão de falta de conhecimento por parte do proprietário, que muitas vezes optam pelas técnicas indicadas pelos prestadores de serviços, tornando-se fundamental o envolvimento dos mesmos neste tipo de iniciativas. Outro factor apontado é a estrutura fundiária da propriedade, de pequena dimensão, que do ponto de vista económico inviabiliza determinadas técnicas mais adequadas.
"São situações com que a nossa equipa técnica se depara todos os dias. A APAS Floresta tem procurado sensibilizar os proprietários e os empreiteiros florestais para os impactos a médio/longo prazo destas práticas menos adequadas. Em muitos casos, é uma questão “cultural” que pode demorar algum tempo a ultrapassar, mas claramente estamos no bom caminho. A sessão que fizemos foi um marco importante para ajudar a mudar", acrescentou.

A APAS considera crucial o papel da certificação florestal na implementação das boas práticas florestais, apontando este como o caminho para a mudança de mentalidades, e referindo que nos últimos tempos se tem vindo já a acompanhar uma melhoria da gestão praticada, verificando-se uma maior preocupação no momento de selecionar as técnicas florestais a aplicar. "Trata-se de um processo de melhoria continua que deverá ser associado a iniciativas como as promovidas pelo FSC Portugal. A APAS Floresta está profundamente empenhada na promoção da certificação florestal e na melhoria que a mesma traz ao setor florestal nacional", culminou Pedro Santos.

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